Se bem me lembro, Pereira, Veloso, Costa, Viana, Oliveira, Varela... jogárom contra Casillas, Iniesta, Busquets, Arbeloa, Negredo, Fábregas...
Os primeiros, apelidos (sobrenomes) clara e inequivocamente galegos, ou galego-portugueses se preferirmos. Os segundos, castelhanos, cataláns, bascos... nomes de família tam respeitáveis como afastados dos nossos.
É lamentável o espetáculo que umha parte significativa do nosso povo, do povo galego, está a dar polas ruas das nossas cidades, vilas e aldeias, coreando "Yo soy espanhol", pintando-se com o 'rojo y gualda' do fascismo e identificando-se com umha nacionalidade que, por princípio, exclui o nosso ser nacional. É lamentável e fai pensar no poderoso que pode chegar a ser o aparelho de poder ideológico de um Estado e o necessário que para a Galiza seria poder construir um que fosse alternativo a toda essa ideologia opressiva que nos nega, esse Estado que na atualidade padecemos.
A Galiza é radicalmente negada inclusive no plano simbólico. O atual escudo constitucional espanhol, que inclui as barras catalás e aragonesas, as cadeias navarras, os castelos castelhanos e os leons leoneses... exclui qualquer referência ao mais antigo dos reinos peninsulares: o da Galiza. A nossa história foi completamente apagada dos seus livros de história, os livros que os galegos e galegas temos que estudar até hoje. Também no plano musical, até hoje tem sido o sofrido povo andaluz que viu como utilizavam, desnaturalizando-a, a sua música popular para construir esse código nacionalizador chamado "cançom espanhola". No caso da Galiza, o desprezo pesa inclusive mais que a manipulaçom.
Desprezam-nos tam claramente que convertem o nosso nome nacional, 'galego', em apelativo insultante quando querem indicar que alguns ilustres renegados, como o atual presidente do governo espanhol, apesar dos seus esforços, mostram algum traço de caráter identificável, no código espanhol, como "gallego", o que é pouco tolerável para eles.
O mesmo poderíamos dizer até da nossa forma de falar a língua deles. Os atores e atrizes galegas devem seguir estritas pautas de dicçom para banir qualquer rasto da fonética, da curva tonal, do vocalismo identificador das falas galegas, se quigerem ter algum sucesso em Madrid e no mercado espanhol. É isso ou ficarem reduzidos a personagens marcados com o sinal de "galegos", antes para mal do que para bem.
Conseguírom há séculos cooptar a classe dirigente galega, daí a força atual da direita cavernícola espanhola entre a burguesia galega. Descabeçárom as nossas possibilidades de desenvolvimento endógeno e vendêrom-nos a incorporaçom forçada do nosso país ao seu projeto nacional, num processo de espólio nacional inacabado. Ainda hoje, quando alguns ousamos discutir a nossa suposta nacionalidade espanhola, respondem-nos que som eles que nos dam de comer e que, sem Espanha, morreríamos de fame. Que galego ou galega consciente nom tem ouvido esse "argumento" por parte dos defensores do statu quo atual dependente do nosso país?
Se bem a extorsom secular só tem vindo a incrementar-se nas últimas décadas, o forte aparelho de propaganda representado nestes dias polo culto a "La Roja" (nome de invençom recente, como invençom recente é a própria Espanha) tem demonstrado nestes anos umha grande efetividade na incorporaçom do resistente povo galego à normalidade plana do sistema mesetário. Conseguírom dar continuidade ao nom menos efetivo trabalho realizado polo franquismo.
É verdade que, ainda hoje, o sentimento nacional espanhol nom se vive nas ruas galegas com a intensidade que se aprecia em qualquer cidade ou 'pueblo' da Espanha profunda. É verdade que subsiste um contraditório sentimento nacional galego e até um minoritário independentismo. Porém, as distáncias reduzem-se ao ritmo que a nossa língua é liquidada, a memória histórica esquecida e a integraçom do nosso nacionalismo no seu regime jurídico-político um facto palpável.
Em condiçons normais, a Galiza olharia mais para o sul e teria relaçons de irmandade plena com Portugal. Torceria por Varela, Veloso e Pereira, mais que por Busquets, Casillas e Iniesta. Nom andaria tanto galego exaltado a insultar os negros da equipa contrária e a presumir de umha seleçom que, por nom ter, nom tem um só galego nas suas fileiras.
De facto, Portugal sempre foi, e continua a ser, um bom espelho em que observarmos o nosso próprio estado de descomposiçom ou regeneraçom coletiva como povo. Os preconceitos contra Portugal, alter ego da Galiza histórica e autêntica, som só umha manifestaçom do bem estudado e conhecido auto-ódio que se manifesta em povos colonizados como o galego.
De resto, e voltando para o Euro 2012, em condiçons de normalidade hoje inexistentes, a Galiza teria as suas próprias seleçons. Teria os seus próprios Varelas, Velosos e Pereiras, e nom se importaria com a cor da pele de nengum deles. Nem sequer com a forma do apelido.
Teríamos um Estado próprio, democrático, socialista, republicano; e seríamos -acredito que ainda seremos- galegas e galegos com legítimo orgulho da própria condiçom, e nom como os que nestes dias andam por aí fora pintados do insultante 'rojigualda', que nom passam de espanhóis por imitaçom ou macacos de repetiçom.
Maurício Castro
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«É seguro que a Galiza e Portugal se juntarão algum dia» DANIEL R. CASTELAO (1886-1950) Sempre en Galiza. Cap. XIX Livro. 2º
«Mas dentro de Portugal ficou a metade da nossa terra, do nosso espírito, da nossa língua, da nossa cultura, da nossa vida, do nosso ser nacional.» DANIEL R. CASTELAO (1886-1950) Carta a C. Sánchez Albornoz. Grial num. 47 - 1975
A miña solidariedade contigo, compañeiro Mauricio. O fascismo españolista está máis de moda que nunca, coa vitoria de "La Roja" e os comentarios que leo por aquí abaixo. Hai que pasar.
Por Brais: Es un hipócrita, Jorge. Primeiro dis que non insultas pero logo ves apoiar a quen insulta. Inda que entendo que esteas requeimado despois da merecida tunda que che caeu.
Fernando Torres é galego: pai de Boqueijóm (Compostela), moza de San Lázaro (Compostela), filla nacida em Compostela. http://www.lavozdegalicia.es/especi... http://www.lavozdegalicia.es/amarin... http://www.lavozdegalicia.es/gentey...
O combinado FORÇADO castelhano ganhou a eurotaça, aqui os pratos estão vazios, a gente passa fome. ***PUTA ESPiNHA CASTELHANA COLONIZADORA***
Mauri: a la vista de los resultados, deseo fervientemente que te sigas posicionando contra la selección española. Receta infalible
Por Hermerico: Isto é o que vos fica aos nacionalistas espanhois. Desfrutade antes de voltar à realidade. Espanha é a nossa ruína
Por Brais: Empregas mal o verbo "ficar" (que significa "quedar" pero no sentido de "permanecer"). No sentido en que ti o utilizas terías que dicir "isto é o que vos resta". Ignorante. Como para entender a Góngora estás ti, ha, ha, ha, ha...
Por Hermerico: Se isso é todo o que tes que dizer, eu também digo ha, ha , ha quando vejo o lugar que ocupa em Europa essa pátria alhea que te buscaches
Por Brais: Allea ou non, polo menos teño unha patria real. Ti a tes imaxinaria.
Por Hermerico: Real, sim, monárquica, mas inventada recentemente. A minha tem 1600 anos, tirando polo baixo.
Por Brais: Pois xa podes agardar outros 1.600 anos (tirando polo baixo) para ter patria oficial e non ilusoria.
Por teixugo.vieiros: engraçada esta conversa com o mesmo IP hahahaha como se aburre agente!!!!!!!!
Por Brais: Si? Pois que o digan os responsables de GC (que non o farán porque non é certo, teixugo-tarugo).
Por tudense: Galicia non ten 1600 anos de antiguidade. Os suevos asentáronse no actual Miño portugués. Livermore así o establece do estudo da toponimia, e chega a afirmar que na orixe da independencia portuguesa está o factor étnico diferenciador dos suevos fronte aos visigodos gobernantes en León. O reino suevo sería o antecedente de Portugal, non de Galicia, sempre unida á monarquía herdeira do reino visigodo e que o idealizaba (ver Lucas de Tui).
Por Canis Lupus Signatus: Resposta a #9: Galicia coma nome derivado da provincia Gallaecia, nom tem 1600, tem perto de 1800, (por nom falar dos gallaicoi). Livermore, isse "gran galego", errou no seu estudo. Lucas de Tui é de finais do S.XII e o primeiro rei suebo, Hermerico reina do 409-410 ao 438. Respecto à toponimia e onomástica, Hermerico deu lugar em Lingua Galega a "Esmoríz, Esmorís", apelido netamente bergantiñán. Mira isto: http://ilg.usc.es/cag/Controlador?b... As sedes do Parroquiale Suevorum: Braga, Portucale, Lamego, Coimbra, Viseo, Dumio, Idaña, Lugo, Ourense, Astorga, Iria, Tui, Britonia.
Por Hermerico: Aver, Tudense, concordo contigo em que houvesse mas presênça de populaçom sueva no espaço Minho-Douro que no resto da Gallaecia, o resto som asneiras. Os visigodos nom governárom em Leom até que nom o figérom também na própria Braga, em 585.
Por Hermerico: Nom há nada mais "ilusório" que a Espanha "umha", (grande e livre)
A Espanha durara-lhe pouco a ledicia. Só podem ganhar em fútebol e outros desportos porque nas cousas sérias são os fai-me rir da Europa. Retifico, também ganham em % de desemprego e desigualdades sociais, repressão e extermínio dos povos não castelhanos do estado, corrução e défice democrático, recorde mundial em periodos ditatoriais, ignorância e intolerância e despeço para com a cultura galega. Nisto sim que sodes campiões mas já chega Merkel a baixaros os fumes ...
Por Breoghain: A chusma festeja a "La Roja" cujos "heróis" recebem 300.000 € cada um por tocar as bolas no campo...Dinheiro pagado por todas e todos nós e em plena época de fascismo social com recurtes e ataques aos estado social que nem Franco "El Gran Perro" se atreveu a implementar. (peço desculpas aos meus amigos de quatro patas por utilizar esse apelativo utilizado durante a ditadura fascista).
Por luxembourg: "A chusma". Así chamaban os reaccionarios burgueses do trinta e seis ao heroico pobo de Madrid e outras cidades españolas que loitaba contra o fascismo. No fondo, aos nacionalistas sáevos sempre o lado burgués e dereitista implícito na vosa ideoloxía. Nada tivo nunca o socialismo contra o fomento do esporto polo estado obreiro. E sempre as competicións esportivas entre os pobos do mundo fomentaron a amizade e o internacionalismo. Cada un apoiar o seu non impide trabar relacións amistosas cos outros, como se viu en Kiev entre españoles e italianos. E millor levaren os cartos deportistas fillos do pobo que os burgueses de sempre, cuxo vocabulario empregas. No socialismo real eran os deportistas e os intelectuáis nenos mimados da sociedade socialista.
Por teixugo.vieiros: Os jovens caste-nhois triunfam no desporto a nível mundial porque aproximadamente um 5% não cae nas drogas-botelhão, ainda assim o número de praticantes é altíssimo pois a taxa de paro-inatividade é do 100%. Esse é o futuro, essa é a realidade. (OMITO FALAR DO DOPING) ***PUTA ESPiNHA CASTELHANA VIVIDORA***
Campeoooones, campeooones... Viva España! Rebentade nazifriquis!
Por Hermerico: Galiza nom participou neste campeonato, galleguiño, depois da la roja, nom há nada.
Por Brais: Non participarías ti, que estás fora do mundo. Espiritualmente si que participamos a inmensa maioría dos galegos, e hai que ser coma os avestruces (meter a cabeza debaixo da ala) para non decatarse. Que viiiivaaa Españaaaa...
Por Hermerico: Nom te decatas ti que em vez de se acumular o efeito dos três títulos, o número de bandeiras da potência ocupante vai descendendo com respeito ao mundial 2010. Vemo-nos para o mundial de 2014, a ver os folgos que ficam para animar Espanha. Espanha nom vive, morre.
Por Brais: O dito: fas coma os avestruces porque non aturas a realidade. Aínda che pareceu pouco o estoupido de ledicia nacional española? Difícilmente podía ser maior algo que xa estaba polas nubes, pero ti queda na túa cova que non precisamos de vós para nada. Non facedes falta ningunha. Non sodes España e maldita a falta que fai que o sexades. Xa somos dabondo e vós sobrades. Ala; a laiar á cova.
Por Hermerico: Claro que nom somos Espanha. Ainda ves com isso agora? Pois sim que che costou percebê-lo. Vá, disfruta do circo, porque o pam vai a menos.
Por Brais: Claro, gobernados pola talibanada hermerica íamos nadar na abundancia...
Por Hermerico: Sim, já sabemos que polas vossas contas ainda teriamos que estar-vos agradecidos, apesar do saque contínuo em matérias, energia e gente
Por Brais: Miñocas íamos comer se gobernásedes vós.
Por Hermerico: Quando ficas sem argumentos acaba o debate
Por José: Menudo zombi o Brais este. A colonização mental espanhola fai estragos na sociedade galega...
España 4 Italia 0. Hala Mauri, a jorobarte. Viva España! Por cierto rapaz, a juzgar por el cazo que adorna tu jeta, de macaco debes tener algo. ¿No tendrías algún antepasado muy "amante" de los animales que hubiera trabajado en algún zoo o estado en África?
Por Jorge M. de la Calle: María, eres una n@zi de aúpa. Meterte con la apariencia de una persona sólo porque no piensa como tú, eso es muy pero que muy f@scista. Te has visto tú la cara de f@cha? Y lo que hay encima de tus hombros es para algo más que sostener las orejas o además piensas? Parece que no... En fin, "a jorobarnos", sí. Cuando los que estáis jorobados sois los "alienados por La Roja". A min tanto me ten que gañe ou perda. Perderon as pobres xentes de Italia para as que ía ir os cartos das "primas", que agora gastarán os solidarios futbolistas españois en cochazos, festas e apartamentos aos que non vos invitarán, ilusos "macacos de repetición", como di o compañeiro.
Por Manuel: María, porque não me fas uma mamamadinha? ...garotinha de programa, as espanholas sabem muito disso, ai delicia!!!...
Maurício Castro nasceu en Ferrol en 1970. Licenciado em Filologia Galego-Portuguesa pola Universidade de Compostela, dedica-se profissionalmente à docência de Português. É autor de diferentes ensaios, sobretodo de temática lingüística e sociolingüística, como a História da Galiza em Banda Desenhada (1995), Manual de Iniciaçom à Língua Galega (1998), Galiza e a diversidade lingüística no mundo (2001), o Manual Galego de Língua e Estilo (2007) ou Galiza vencerá! (2009). Primeiro presidente da Fundaçom Artábria, na actualidade fai parte da Comissom Lingüística da AGAL e da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular.
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